Relíquia da Internet


Obrigado ao Jorge pela distinção Relíquia da Internet, criada pelo Caçador de Mistérios.
Aceitamos com muito gosto, e prometemos continuar e melhorar o trabalho feito até aqui.

Resta-nos nomear as nossas relíquias:

Os Dois Nómadas - os rapazes do projecto "Até onde vais com 1000 euros?" que em última análise nos fizeram saltar para a blogosfera.

Crónicas de "Um" Vagamundo
, 2 Num Mundo Sobre Rodas, Tee - histórias sempre frescas de andanças pelo mundo.
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A partir de agora vou escrever o meu nome assim...

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Porto Covo


Acordámos para uma manhã de praia memorável. As praias de Porto Covo são acessíveis por degraus íngremes esculpidos na falésia abrupta que separa o mar da terra. São pequenas baías de areia, mas muitas, e cada uma única. Erosão da falésia faz com que cada um destes nichos tenha o seu ambiente próprio. Algumas estão ligadas por grutas escuras e húmidas, outras só se revelam durante algumas horas de maré favorável e não há saída senão por mar...

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No topo das falésias, muitas vezes mais próximo do limite do que seria aconselhável, há pequenos bancos de pedra, virados para o mar. Porquê?

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Num desses nichos semi-acessíveis, estendemos o nosso arsenal veraneante.

Quase ficávamos presos na armadilha da maré, e tivemos que inventar uma maneira de sair da praia, que envolveu atravessar canais esculpidos na rocha, água pela cintura e toalhas/máquinas fotográficas em mãos elevadas e semi-escalar até uma escada de madeira encostada à parede de pedra.
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Almoço no jardim, depois de termos encontrado o amigo do Sr. Zé que trabalhava no talho! Ofereceu-nos a bela da chouriça... Um bacano. Tarde de preguiça e mais praia, praia, deitados na areia sem fazer nada. O jantar foi servido à beira de uma barraca na praia, enquanto o sol se punha e os últimos praiantes se iam embora.

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Nessa noite deambulámos pela vila, entre a confusão das ruas principais e os barracos de ciganos acampados num parque de estacionamento a vender roupa. Na manhã seguinte íamos continuar a rumar a Sul.

Saldo: 279km
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:D


P8040117, originally uploaded by danielsnurf.

Depois de trepar uma escada de madeira colada a uma falésia, praia de Porto Covo. O Paraíba armou-se em esperto e foi por outro lado.

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Folding@Home

Para quem não conhece o Folding@Home é um projecto não lucrativo que visa conhecer a forma como as proteínas que fazem parte do nosso organismo se enrolam, para levar a cabo as suas funções que são muitas e variadas. As proteínas desempenham um papel extraordinário no nosso organismo. Quando elas não se formam correctamente podem surgir doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e a BSE mais conhecida por doença das vacas loucas, entre outras. O estudo e compreensão de como se formam e quais as anomalias que podem ocorrer na formação das proteínas é fundamental para compreender essas doenças e encontrar a cura para as mesmas. Os resultados do nosso contributo e de milhares de membros por todo o mundo são disponibilizados pelos responsáveis do projecto em revistas da especialidade.


É o projecto de computação distribuída com mais resultados publicados e com resultados muito promissores. O projecto é dirigido pelo Professor Vijay Pande da Universidade de Stanford nos Estados Unidos da América.

Basicamente a ideia é instalar o programa criado na Universidade de Stanford, através do qual o nosso computador está preparado para foldar e enviar os resultados para que a análise seja feita em Stanford, assim, milhares de pessoas podem ajudar sem esforço algum. Em função deste projecto já foram publicados 71 artigos (!) que se podem consultar aqui.

Portugal@Folding é o nome da maior equipa portuguesa a participar no projecto de computação distribuída Folding@Home e tem o número 35271 (este número deve ser posto na configuração do programa). Podem ver aqui as suas estatísticas e podem descarregar o programa na página oficial.

Portugal@Folding tem todas as informações necessárias para a instalação do programa.



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"The Everyday Activist"



"Don't ever leave it to the next guy to effect change. Do it yourself." - Jean Gump, uma professora de classe média que se tornou activista da paz em resposta aos silos de misseis que foram colocados à sua porta em 1986.

Um livro escrito por quem tem o know how para mudar o mundo, este contem ideias que podemos aplicar ao nosso dia-a-dia, sem grande alteração do mesmo e histórias fantásticas de pessoas que decidiram lutar por algo e fazer a diferença.

Não leva muito tempo para nos prendermos ao livro, logo no inicio é contada a história de Michael Norton e como este se tornou um activista. Algo que começou por convencer alguns amigos a dar aulas de inglês em casa de pessoas imigrantes vítimas da discriminação que se sentia em 1975 em Inglaterra, tornou-se um movimento de cerca de 200 pessoas a ensinar inglês uma vez por semana ... sem qualquer lucro ou custo associado.

Mais à frente deparamo-nos com a história de Ryan, um rapaz de 6 anos que soube da situação que se vivia em África e da sua falta de água potável, decidiu então ajudar os pais e os vizinhos nas tarefas domésticas para juntar dinheiro. Quando pensava ter o suficiente para ajudar levou $70 a uma empresa sem fins lucrativos do Canada, WaterCan, e disseram-lhe que eram precisos cerca de $2.000 para construir um poço, ele disse que não havia problema... 6 meses depois, e com muita ajuda de várias pessoas que ouviram a sua história, Ryan juntou o dinheiro e foi construída uma fonte de agua potável, Ryan's Well, a primeira de muitas. Em 2006, Ryan tinha 15 anos e a Ryan's Well Foundation (fundada em 2001) já tinha construído cerca de 266 projectos de água potável em 12 países diferentes.

Para quem não conhece o site EveryActivist tem várias conselhos do dia-a-dia e ideias muito interessantes que podem ser aplicadas em grande esforço.
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Primeiros frutos do Postcrossing

Hej!
From Gertrud, sent November the 27th, Finland.


From Karolina, Poland, sent November the 30th, a multi-picture from the city of Sandomierz.

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À beira-estrada

Apresento-vos.... O Autobar.


Capturada por mim, na estrada para Melides.
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Santo André - Quinta do Sr. Zé (Porto Covo)

Da última vez deixei-vos em Melides, à volta de uma fogueira. O Tiago continou a preocupar-nos, uma gripe podia vir a ser um grande inimigo. Imaginava na minha cabeça o que tínhamos de fazer caso piorasse ou simplesmente não melhorasse nos próximos dias: levá-lo ao hospital mais próximo, ou comboio, recambiá-lo para casa, desistir da viagem, continuarmos só a três quartos, enfim, não estava fácil. Saímos de Melides e dirigimo-nos a Santo André, onde chegámos quando o sol começava a ser insuportável. Descansámos e comemos à beira de um Intermarché (que assegurou um fornecimento contínuo de gomas e afins) e perspectivámos o resto da tarde.

Custou um bocado acertarmos com a estrada a caminho de Sines, mas depois foi "sempre a direito" até cortarmos para a costa, rumo a Porto Covo. Estávamos a entrar na Costa Vicentina! Do nosso lado direito desenrolava-se o mar, e do outro lado da estrada estreita o típico deserto alentejano, pontuado por algumas casas quando passávamos por uma vila.

A norte conseguíamos ver o porto de Sines e a sul a costa toda, até à Ilha do Pessegueiro (na foto!)
Estávamos com intenções de parar em Porto Covo, então fizemos uma volta de reconhecimento pela vila e arredores em busca de um sítio para acampar... mas sem sucesso. Quando já estávamos na estrada que partia da vila, o André manda o bitaite "porque é que não pedimos para ficar numa destas quintas?" Paramos. Pensamos. Bolas, porque não. No máximo mandam-nos dar uma volta, ou soltam os cães :P Enveredámos por um caminho que se assemelhava a uma entrada... e damos com um senhor a descarregar uma carrinha. Dirijo-me a ele enquanto os meus companheiros se acobardam à vista de um cão solto (mariquinhas!) e digo-lhe, do melhor jeito que o meu cabelo empastado, barba suja e olhar ligeiramente tresloucado permitiam: "Boa tarde! Olhe, nós (aponta para os maricas) estamos a viajar de bicicleta pelo Alentejo, viemos desde a Figueira da Foz (ah conhece, ah que bom) e estávamos à procura de um sítio para passar a noite. Será que não tem um cantinho para nós? Somos gente sossegada e saímos pela manhã!"

Ora, todo um olhar desconfiado que o sujeito emitia levou-me a preparar para um redondo não, quando ele diz, antes sequer de me cumprimentar... "escolham um sítio... não fazem lixo?" Desmancho-me no meu melhor sorriso e apresso-me a assegurar que não deixamos nenhum lixo para trás. Uns dedos de conversa mais tarde, a dirigirmo-nos para trás do fardo de palha onde íamos montar a tenda e já tinha o Sr. Zé a dizer-me que, por ele, "ficavam um mês que não incomodam!" Foi uma boa surpresa e um óptimo acabar de dia.

Deitámo-nos ao trabalho de montar as tendas, preparar o jantar... e depois fomos (tirando o Tiago, a ressacar da gripe na tenda) dar uma volta à vila de Porto Covo, que nos ia reservar mais umas surpresas.

Abraço, até à próxima

Saldo: 279km
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PLP - Em busca de lixeiras figueirenses

Sábado de manhã, partimos numa pequena excursão à serra, no âmbito do Projecto Limpar Portugal. O objectivo era procurar lixeiras ao longo de alguns caminhos. Percorremos parte das estradas do lado sudoeste (a zona menos problemática da serra), e concluímos que, em grande parte, se encontra num muito bom estado de conservação.

Encontrámos, no entanto, alguns sítios assinaláveis como lixeiras. Maioritariamente restos de entulho - produto das obras realizadas perto - ou madeiras velhas. De realçar um veículo tipo tractor abandonado e um frigorífico submerso em caruma.

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(Podem ver o resto das fotos no flickr)

Seguindo o protocolo do PLP, registámos o local e especificações úteis como o tamanho da lixeira, tipo de lixo, equipamento necessário para limpar, número mínimo de voluntários, entre outros.
Esta informação vai ser guardada de momento, até à reunião do grupo figueirense, onde se vão tomar decisões quanto ao que tem que ser feito até ao dia L.

Próxima excursão com data a definir!
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