Praia do Carvalhal... e depois.

A praia do Carvalhal é uma faixa de areia entre duas falésias. O caminho de terra batida desce até ao nível do mar de um lado, e sobe do outro, sempre íngreme. Quando se está no "vale" não há rede de telemóvel. E nós precisávamos de contactar o Diogo e a Rita para saber de que lado eles estavam... Chegámos a um momento em que sabíamos que tinhamos que subir um ou outro lado, mas adiávamos. Quando finalmente nos decidimos por uma encosta, e íamos já a meio dela a pedalar custosamente, passa um carro por nós.Abranda, e segue ao meu ritmo. Abre o vidro, e (faltam-me as palavras exactas) pergunta se somos os amigos da Rita e do Diogo, e a rir-se diz que estamos a subir o lado errado :D Ainda pedalei uns metros antes de acreditar nele.

Marcha atráááááááááááááááás

Era o filho do Sr. Zé, o dono da moradia onde estavam hospedados a Rita e o Diogo. Fomos recebidos como verdadeiros heróis, conduzidos até às traseiras da habitação, entre abraços e cumprimentos, pousámos a tralha toda e siga para o BANHO!As duas noite que passámos no Carvalhal (uma no jardim na moradia do Sr. Zé, outra num pinhal próximo) foram das mais memoráveis de toda a viagem.

(da esquerda para a direita: Manuel, Rita, Diogo, Sr. Zé, esposa do Sr. Zé, Tiago, Paraíba, Eu, Manel)

No Carvalhal...




Deixamos o Carvalhal para trás e continuamos para Sul, até Odeceixe e respectiva praia...



Já em Aljezur...


Acampados num leito de um rio seco

Segui-se uma excursão até às praias de Arrifana e Monte Clérigo...


O Tiago com a cara de massas-Knorr-outra-vez-?

Segui-se a estrada até à Carrapateira, onde ficámos hospedados no pasto de uma quinta, e acordámos com vacas a comer palha quase à porta da tenda...

Um merecido banho em lavadouros públicos


Próxima paragem, Vila do Bispo, e depois, Boca do Rio, onde acampámos na praia...




Em Lagos apanhámos o Expresso do Algarve para Faro, onde ficámos uma noite. Depois disso, rumámos a Cacelas, perto da praia de Manta Rota, para sermos albergados pelo Xabi, namorada e companhia!

O Xabi

O gordo do Tiago que já não via um sofá há anos

A febrada
Na manhã seguinte partimos a última etapa da da "ida", até Vila Real de Santo António e depois, Ayamonte.

O ferry

Já de volta, no comboio para Faro, de novo, onde íamos dormir à porta da estação até à manhã seguinte, para apanharmos um dos comboios de volta a casa.

Regressámos depois de 24 dias de viagem à Figueira da Foz. O saldo total foi de 503km só em bicicleta.

Até à próxima!
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PLP

Pois é, hoje foi o dia L, dia de limpar Portugal freguesia a freguesia. Nós lá estivemos por Tavarede, enterrados até aos joelhos em lixo, a fazer rodar pneus encosta acima, empilhar sacos de plástico e garrafas de vidro à berma da estrada, juntamente com os fregueses e escuteiros, malta muito porreira. Tivemos um bom equilíbrio entre meios de transporte - carrinha de caixa aberta, camião, retro-escavadora - e voluntários, o que nos permitiu concentrar nas duas maiores lixeiras. No entanto, fiquei com a ideia de que só repetindo o mesmo todos os meses se conseguiria limpar *todo* o lixo. Como nos concentrámos nas piores zonas, ignorámos muitas pequenas aglomerações de entulho e derivados, maioritariamente à beira-estrada.
Limpou-se muito mesmo assim, e ficou a mensagem, demonstrada pelo poder de organização que teve todo o projecto, de que é possível vencer a inércia e pôr em movimento-bola-de-neve uma massa de pessoas e instituições capaz de realmente mudar alguma coisa.

Obrigado a todos os participantes e apoiantes,
e um abraço aos malucos que andaram comigo no meio do molho ;)
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Vila Nova de Milfontes - Zambujeira - Praia do Carvalhal

Saímos da quinta do Sr. Zé pela manhã, e fizemo-nos à estrada, que mudou de uma paisagem de beira-mar para deserto alentejano à medida que nos afastávamos ligeiramente da costa, seguindo a única estrada para Sul. Tínhamos decidido parar em Vila Nova de Milfontes, mais uma vez, conforme as condições relativas à facilidade de montar acampamento permitissem. Parámos numa oficina de bicicletas à entrada da vila para reabastecer de câmaras de ar, e perguntámos ao chefe do sítio se conhecia algum canto onde pudéssemos passar a noite descansados. Tivemos sorte, indicou-nos o caminho até um terreno atrás de uma casa pequena, abandonada, perto da estrada de acesso a Vila Nova, revelou-se tão bom sítio que acabámos por ficar duas noites também!

Já na vila e de mapa na mão, descobrimos uma relíquia: balneários públicos junto à praia! Nessa noite jantámos mais limpos e com qualidade, porque depois de muita indecisão resolvemos gastar mais uns trocos e comer uma pizza em vez do tradicional repasto à luz do campingaz.


Na manhã seguinte explorámos a vila de lés a lés, almoçámos numa praça onde há um monumento à primeira travessia aérea entre Portugal e Macau, e fomos provar a areia, fomos presenteados com um vento que fazia lembrar a Figueira. São praias fora do comum, e há muito por onde escolher, entre a foz mais calminha, e as praias ocidentais expostas ao mar.



Nesta altura recebemos uma boa nova: os mesmos amigos que nos safaram a travessia de Lisboa, estavam nessa altura na Praia do Carvalhal, e nós íamos chegar lá no próximo dia e encontrarmo-nos com eles de novo!


O nosso amigo Aragog acompanhou-nos brevemente numa caixa de marmelada vazia, e soltámo-lo à saída da vila. Depois de uma tradicional sessão de "stretching" rumámos a Almograve, onde parámos para almoçar.





(o amigo que nos acompanhou ao almoço)


Próxima paragem: Zambujeira do Mar! Em pleno festival Sudoeste, apinhada de gente... mas desta vez não tínhamos pulseira no pulso :) Paragem obrigatória na Mabi para um gofre e gelados. A estrada para o Carvalhal é um misto de subidas íngremes (ao ponto de termos de subir ao lado da bicicleta) e caminhos de cabra esburacados. A última descida até à praia do Carvalhal propriamente dita é memorável pelo chiar dos travões e adrenalina ao máximo, dedos roxos de apertar os manípulos... Só para termos de voltar a subir de novo quando percebemos que a casa onde estavam hospedados a Rita e o Diogo era no cimo do caminho que tínhamos descido.

Até à próxima!

Saldo: 331km

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Relíquia da Internet


Obrigado ao Jorge pela distinção Relíquia da Internet, criada pelo Caçador de Mistérios.
Aceitamos com muito gosto, e prometemos continuar e melhorar o trabalho feito até aqui.

Resta-nos nomear as nossas relíquias:

Os Dois Nómadas - os rapazes do projecto "Até onde vais com 1000 euros?" que em última análise nos fizeram saltar para a blogosfera.

Crónicas de "Um" Vagamundo
, 2 Num Mundo Sobre Rodas, Tee - histórias sempre frescas de andanças pelo mundo.
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A partir de agora vou escrever o meu nome assim...

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Porto Covo


Acordámos para uma manhã de praia memorável. As praias de Porto Covo são acessíveis por degraus íngremes esculpidos na falésia abrupta que separa o mar da terra. São pequenas baías de areia, mas muitas, e cada uma única. Erosão da falésia faz com que cada um destes nichos tenha o seu ambiente próprio. Algumas estão ligadas por grutas escuras e húmidas, outras só se revelam durante algumas horas de maré favorável e não há saída senão por mar...

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No topo das falésias, muitas vezes mais próximo do limite do que seria aconselhável, há pequenos bancos de pedra, virados para o mar. Porquê?

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Num desses nichos semi-acessíveis, estendemos o nosso arsenal veraneante.

Quase ficávamos presos na armadilha da maré, e tivemos que inventar uma maneira de sair da praia, que envolveu atravessar canais esculpidos na rocha, água pela cintura e toalhas/máquinas fotográficas em mãos elevadas e semi-escalar até uma escada de madeira encostada à parede de pedra.
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Almoço no jardim, depois de termos encontrado o amigo do Sr. Zé que trabalhava no talho! Ofereceu-nos a bela da chouriça... Um bacano. Tarde de preguiça e mais praia, praia, deitados na areia sem fazer nada. O jantar foi servido à beira de uma barraca na praia, enquanto o sol se punha e os últimos praiantes se iam embora.

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Nessa noite deambulámos pela vila, entre a confusão das ruas principais e os barracos de ciganos acampados num parque de estacionamento a vender roupa. Na manhã seguinte íamos continuar a rumar a Sul.

Saldo: 279km
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:D


P8040117, originally uploaded by danielsnurf.

Depois de trepar uma escada de madeira colada a uma falésia, praia de Porto Covo. O Paraíba armou-se em esperto e foi por outro lado.

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Folding@Home

Para quem não conhece o Folding@Home é um projecto não lucrativo que visa conhecer a forma como as proteínas que fazem parte do nosso organismo se enrolam, para levar a cabo as suas funções que são muitas e variadas. As proteínas desempenham um papel extraordinário no nosso organismo. Quando elas não se formam correctamente podem surgir doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e a BSE mais conhecida por doença das vacas loucas, entre outras. O estudo e compreensão de como se formam e quais as anomalias que podem ocorrer na formação das proteínas é fundamental para compreender essas doenças e encontrar a cura para as mesmas. Os resultados do nosso contributo e de milhares de membros por todo o mundo são disponibilizados pelos responsáveis do projecto em revistas da especialidade.


É o projecto de computação distribuída com mais resultados publicados e com resultados muito promissores. O projecto é dirigido pelo Professor Vijay Pande da Universidade de Stanford nos Estados Unidos da América.

Basicamente a ideia é instalar o programa criado na Universidade de Stanford, através do qual o nosso computador está preparado para foldar e enviar os resultados para que a análise seja feita em Stanford, assim, milhares de pessoas podem ajudar sem esforço algum. Em função deste projecto já foram publicados 71 artigos (!) que se podem consultar aqui.

Portugal@Folding é o nome da maior equipa portuguesa a participar no projecto de computação distribuída Folding@Home e tem o número 35271 (este número deve ser posto na configuração do programa). Podem ver aqui as suas estatísticas e podem descarregar o programa na página oficial.

Portugal@Folding tem todas as informações necessárias para a instalação do programa.



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