A partir de agora vou escrever o meu nome assim...

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Porto Covo


Acordámos para uma manhã de praia memorável. As praias de Porto Covo são acessíveis por degraus íngremes esculpidos na falésia abrupta que separa o mar da terra. São pequenas baías de areia, mas muitas, e cada uma única. Erosão da falésia faz com que cada um destes nichos tenha o seu ambiente próprio. Algumas estão ligadas por grutas escuras e húmidas, outras só se revelam durante algumas horas de maré favorável e não há saída senão por mar...

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No topo das falésias, muitas vezes mais próximo do limite do que seria aconselhável, há pequenos bancos de pedra, virados para o mar. Porquê?

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Num desses nichos semi-acessíveis, estendemos o nosso arsenal veraneante.

Quase ficávamos presos na armadilha da maré, e tivemos que inventar uma maneira de sair da praia, que envolveu atravessar canais esculpidos na rocha, água pela cintura e toalhas/máquinas fotográficas em mãos elevadas e semi-escalar até uma escada de madeira encostada à parede de pedra.
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Almoço no jardim, depois de termos encontrado o amigo do Sr. Zé que trabalhava no talho! Ofereceu-nos a bela da chouriça... Um bacano. Tarde de preguiça e mais praia, praia, deitados na areia sem fazer nada. O jantar foi servido à beira de uma barraca na praia, enquanto o sol se punha e os últimos praiantes se iam embora.

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Nessa noite deambulámos pela vila, entre a confusão das ruas principais e os barracos de ciganos acampados num parque de estacionamento a vender roupa. Na manhã seguinte íamos continuar a rumar a Sul.

Saldo: 279km
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:D


P8040117, originally uploaded by danielsnurf.

Depois de trepar uma escada de madeira colada a uma falésia, praia de Porto Covo. O Paraíba armou-se em esperto e foi por outro lado.

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Folding@Home

Para quem não conhece o Folding@Home é um projecto não lucrativo que visa conhecer a forma como as proteínas que fazem parte do nosso organismo se enrolam, para levar a cabo as suas funções que são muitas e variadas. As proteínas desempenham um papel extraordinário no nosso organismo. Quando elas não se formam correctamente podem surgir doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e a BSE mais conhecida por doença das vacas loucas, entre outras. O estudo e compreensão de como se formam e quais as anomalias que podem ocorrer na formação das proteínas é fundamental para compreender essas doenças e encontrar a cura para as mesmas. Os resultados do nosso contributo e de milhares de membros por todo o mundo são disponibilizados pelos responsáveis do projecto em revistas da especialidade.


É o projecto de computação distribuída com mais resultados publicados e com resultados muito promissores. O projecto é dirigido pelo Professor Vijay Pande da Universidade de Stanford nos Estados Unidos da América.

Basicamente a ideia é instalar o programa criado na Universidade de Stanford, através do qual o nosso computador está preparado para foldar e enviar os resultados para que a análise seja feita em Stanford, assim, milhares de pessoas podem ajudar sem esforço algum. Em função deste projecto já foram publicados 71 artigos (!) que se podem consultar aqui.

Portugal@Folding é o nome da maior equipa portuguesa a participar no projecto de computação distribuída Folding@Home e tem o número 35271 (este número deve ser posto na configuração do programa). Podem ver aqui as suas estatísticas e podem descarregar o programa na página oficial.

Portugal@Folding tem todas as informações necessárias para a instalação do programa.



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"The Everyday Activist"



"Don't ever leave it to the next guy to effect change. Do it yourself." - Jean Gump, uma professora de classe média que se tornou activista da paz em resposta aos silos de misseis que foram colocados à sua porta em 1986.

Um livro escrito por quem tem o know how para mudar o mundo, este contem ideias que podemos aplicar ao nosso dia-a-dia, sem grande alteração do mesmo e histórias fantásticas de pessoas que decidiram lutar por algo e fazer a diferença.

Não leva muito tempo para nos prendermos ao livro, logo no inicio é contada a história de Michael Norton e como este se tornou um activista. Algo que começou por convencer alguns amigos a dar aulas de inglês em casa de pessoas imigrantes vítimas da discriminação que se sentia em 1975 em Inglaterra, tornou-se um movimento de cerca de 200 pessoas a ensinar inglês uma vez por semana ... sem qualquer lucro ou custo associado.

Mais à frente deparamo-nos com a história de Ryan, um rapaz de 6 anos que soube da situação que se vivia em África e da sua falta de água potável, decidiu então ajudar os pais e os vizinhos nas tarefas domésticas para juntar dinheiro. Quando pensava ter o suficiente para ajudar levou $70 a uma empresa sem fins lucrativos do Canada, WaterCan, e disseram-lhe que eram precisos cerca de $2.000 para construir um poço, ele disse que não havia problema... 6 meses depois, e com muita ajuda de várias pessoas que ouviram a sua história, Ryan juntou o dinheiro e foi construída uma fonte de agua potável, Ryan's Well, a primeira de muitas. Em 2006, Ryan tinha 15 anos e a Ryan's Well Foundation (fundada em 2001) já tinha construído cerca de 266 projectos de água potável em 12 países diferentes.

Para quem não conhece o site EveryActivist tem várias conselhos do dia-a-dia e ideias muito interessantes que podem ser aplicadas em grande esforço.
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Primeiros frutos do Postcrossing

Hej!
From Gertrud, sent November the 27th, Finland.


From Karolina, Poland, sent November the 30th, a multi-picture from the city of Sandomierz.

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À beira-estrada

Apresento-vos.... O Autobar.


Capturada por mim, na estrada para Melides.
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Santo André - Quinta do Sr. Zé (Porto Covo)

Da última vez deixei-vos em Melides, à volta de uma fogueira. O Tiago continou a preocupar-nos, uma gripe podia vir a ser um grande inimigo. Imaginava na minha cabeça o que tínhamos de fazer caso piorasse ou simplesmente não melhorasse nos próximos dias: levá-lo ao hospital mais próximo, ou comboio, recambiá-lo para casa, desistir da viagem, continuarmos só a três quartos, enfim, não estava fácil. Saímos de Melides e dirigimo-nos a Santo André, onde chegámos quando o sol começava a ser insuportável. Descansámos e comemos à beira de um Intermarché (que assegurou um fornecimento contínuo de gomas e afins) e perspectivámos o resto da tarde.

Custou um bocado acertarmos com a estrada a caminho de Sines, mas depois foi "sempre a direito" até cortarmos para a costa, rumo a Porto Covo. Estávamos a entrar na Costa Vicentina! Do nosso lado direito desenrolava-se o mar, e do outro lado da estrada estreita o típico deserto alentejano, pontuado por algumas casas quando passávamos por uma vila.

A norte conseguíamos ver o porto de Sines e a sul a costa toda, até à Ilha do Pessegueiro (na foto!)
Estávamos com intenções de parar em Porto Covo, então fizemos uma volta de reconhecimento pela vila e arredores em busca de um sítio para acampar... mas sem sucesso. Quando já estávamos na estrada que partia da vila, o André manda o bitaite "porque é que não pedimos para ficar numa destas quintas?" Paramos. Pensamos. Bolas, porque não. No máximo mandam-nos dar uma volta, ou soltam os cães :P Enveredámos por um caminho que se assemelhava a uma entrada... e damos com um senhor a descarregar uma carrinha. Dirijo-me a ele enquanto os meus companheiros se acobardam à vista de um cão solto (mariquinhas!) e digo-lhe, do melhor jeito que o meu cabelo empastado, barba suja e olhar ligeiramente tresloucado permitiam: "Boa tarde! Olhe, nós (aponta para os maricas) estamos a viajar de bicicleta pelo Alentejo, viemos desde a Figueira da Foz (ah conhece, ah que bom) e estávamos à procura de um sítio para passar a noite. Será que não tem um cantinho para nós? Somos gente sossegada e saímos pela manhã!"

Ora, todo um olhar desconfiado que o sujeito emitia levou-me a preparar para um redondo não, quando ele diz, antes sequer de me cumprimentar... "escolham um sítio... não fazem lixo?" Desmancho-me no meu melhor sorriso e apresso-me a assegurar que não deixamos nenhum lixo para trás. Uns dedos de conversa mais tarde, a dirigirmo-nos para trás do fardo de palha onde íamos montar a tenda e já tinha o Sr. Zé a dizer-me que, por ele, "ficavam um mês que não incomodam!" Foi uma boa surpresa e um óptimo acabar de dia.

Deitámo-nos ao trabalho de montar as tendas, preparar o jantar... e depois fomos (tirando o Tiago, a ressacar da gripe na tenda) dar uma volta à vila de Porto Covo, que nos ia reservar mais umas surpresas.

Abraço, até à próxima

Saldo: 279km
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PLP - Em busca de lixeiras figueirenses

Sábado de manhã, partimos numa pequena excursão à serra, no âmbito do Projecto Limpar Portugal. O objectivo era procurar lixeiras ao longo de alguns caminhos. Percorremos parte das estradas do lado sudoeste (a zona menos problemática da serra), e concluímos que, em grande parte, se encontra num muito bom estado de conservação.

Encontrámos, no entanto, alguns sítios assinaláveis como lixeiras. Maioritariamente restos de entulho - produto das obras realizadas perto - ou madeiras velhas. De realçar um veículo tipo tractor abandonado e um frigorífico submerso em caruma.

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(Podem ver o resto das fotos no flickr)

Seguindo o protocolo do PLP, registámos o local e especificações úteis como o tamanho da lixeira, tipo de lixo, equipamento necessário para limpar, número mínimo de voluntários, entre outros.
Esta informação vai ser guardada de momento, até à reunião do grupo figueirense, onde se vão tomar decisões quanto ao que tem que ser feito até ao dia L.

Próxima excursão com data a definir!
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E se...

...UM DIA, todo o lixo que polui as florestas por Portugal fora, desde clareiras cheias de frigoríficos velhos, rodas de camiões desfeitas, bidões de metal cheios de entulho das últimas obras que se fizeram ali perto, até parques de merendas onde têm que comer rodeados pelos detritos humanos que dez anos de picnics foram deixando acumular em redor das árvores...


DESAPARECESSE COMO POR MILAGRE?


Não era bom?

Era sim, dizem vocês. Mas todos sabemos que não há milagres.

Então e se… NÓS fizéssemos desaparecer esse lixo, NUM DIA? Não era igualmente bom? Até melhor?

Eu acho que sim. Alguns de vocês podem achar que sim. Outros podem dizer que é impossível.

E se eu vos dissesse que… já foi feito?



A 5 de Março de 2008, no culminar de um esforço voluntário de mais de 50 mil pessoas, as florestas da Estónia foram limpas num golpe limpo e perfeito.


O movimento irmão lusitano – Limpar Portugal – já tem uns milhares de aderentes, um site oficial de apresentação do projecto, e um de cariz mais prático: uma rede social para promover o contacto entre membros e facilitar a logística de todo o movimento. Já tem até, um dia marcado – o dia L – para a limpeza das florestas portuguesas.


Como funciona?


Existe uma hierarquia: no topo temos a Coordenação Nacional, formada pelos 3 membros fundadores, os Coordenadores Distritais e Técnicos. Têm a função de dinamizar o movimento a nível nacional: contactar com os meios de informação, convocar reuniões nacionais e criar protocolos com as empresas e instituições que aderem ao projecto.


O segundo nível é ocupado pelos Coordenadores Distritais que têm ao seu dispor os recursos do distrito que coordenam, têm que realizar as mesmas tarefas a um nível regional. Além disso, têm tarefas mais específicas como lidar com as autoridades regionais, e controlar a comunicação e interacção dos vários grupos de membros dentro do seu distrito.


Estes grupos são liderados por Coordenadores de Concelho ou Local, e têm um papel verdadeiramente crucial no dia L: coordenar os grupos para lixeiras específicas, definir rotas de transporte de lixo e locais de armazenamento, para além das mesmas responsabilidades acima referidas, a nível local.


Para funcionar, é necessário atingir uma massa crítica. Temos de tornar o movimento tão visível quanto possível aos olhos de todos, usando televisão, rádio, VIP's, etc. Como estes meios se encontram um bocado foram do meu alcance, proponho-vos: dêem uso às redes sociais. Messenger, Myspace, Hi5, Facebook, Twitter? Falem sobre o assunto, ponham um link algures e já ajuda :)


O que fazer para se juntar ao movimento?


Primeiro, informem-se.

O site oficial tem uma secção de Documentação, onde podem consultar a política do movimento sobre diversos assuntos como classificação de lixo, como reportar uma lixeira, que materiais são precisos para lidar com o lixo, etc.

O último documento a ser adicionionado foi o Manual de Actuação no dia L.


De seguida vão ao site da rede social e registem-se, e juntem-se ao grupo que geograficamente estiver mais perto. Cada grupo tem o seu fórum onde agendam reuniões, discutem sobre o que tem que ser feito, etc. Participem activamente.



Abraço!

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