Céu nublado, 10 da matina, ponto de encontro: supermercado. Ainda não sabíamos que os supermercados que iríamos encontrar pela frente iam tomar dimensões de oásis no meio do deserto, pequenos templos onde abastecíamos de comida, água, e passávamos as horas perdidas à volta do almoço, panelas com restos ainda em cima do fogão, cartas no meio dos quatro e uma embalagem de gomas vazia atirada num canto. Uma imagem que se tornou parte da rotina quase diária. Fui mal dormido, na noite anterior tinha andado até às tantas às voltas com os alforges, a tentar prender tudo de forma a que não caísse passados dez metros da minha garagem. Aguentou até ao Pingo Doce onde nos reunimos, para uma foto tirada pela mãe do Manel (um obrigado!) e de onde partimos.
Esta primeira etapa teve um sabor familiar. Parte da estrada até já tínhamos percorrido juntos em cima das mesmas bicicletas quando quase chegámos à praia do Osso da Baleia. Desta vez sem um Tiago mas com carga para compensar, objectivo Pedrogão. Ainda antes da hora de almoço e do primeiro checkpoint em Monte Redondo, oiço um "fssssst" rápido e suspeito e sinto a bicicleta a dançar debaixo de mim. Primeiro furo da viagem, nem 40km feitos!
Confesso que foi desmoralizante, é como levar um chapo na cara que tira o alento todo. Felizmente consegui que o Tiago se apercebesse e juntos, reparámos o furo com sucesso (causado por um arame manhoso) e pusémo-nos a andar, sabendo que os outros dois levavam pelo menos meia hora de avanço sobre nós.
Apanhámo-los já à espera em Monte Redondo.
Almoço semi-volante no cruzamento para o Pedrogão entre piadas sobre quantos furos a este ritmo, um caminhante a almoçar uma sandocha perto de nós, ruído do rádio dele misturado com os carros a passar.
Seguimos até à Praia da Vieira, onde pernoitámos num pinhal depois de explorar a vila.
Saldo: 65 km
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Esta primeira etapa teve um sabor familiar. Parte da estrada até já tínhamos percorrido juntos em cima das mesmas bicicletas quando quase chegámos à praia do Osso da Baleia. Desta vez sem um Tiago mas com carga para compensar, objectivo Pedrogão. Ainda antes da hora de almoço e do primeiro checkpoint em Monte Redondo, oiço um "fssssst" rápido e suspeito e sinto a bicicleta a dançar debaixo de mim. Primeiro furo da viagem, nem 40km feitos!
Confesso que foi desmoralizante, é como levar um chapo na cara que tira o alento todo. Felizmente consegui que o Tiago se apercebesse e juntos, reparámos o furo com sucesso (causado por um arame manhoso) e pusémo-nos a andar, sabendo que os outros dois levavam pelo menos meia hora de avanço sobre nós.
Apanhámo-los já à espera em Monte Redondo.
Almoço semi-volante no cruzamento para o Pedrogão entre piadas sobre quantos furos a este ritmo, um caminhante a almoçar uma sandocha perto de nós, ruído do rádio dele misturado com os carros a passar.
Seguimos até à Praia da Vieira, onde pernoitámos num pinhal depois de explorar a vila.
Saldo: 65 km

Indíviduo dos seus 70 quilos, ex-estudante de Engª Eletrónica e Telecomunicações em Aveiro (sim, conhecia o outro macaco, mas desde há muito já) correntemente a tirar uma "folga" enquanto se prepara para uma vida nova na cidade de Coimbra, sob o curso de Economia.
Música é a cena dele. Também gosta de rastejar nas ondas.
O inovador do grupo.
É já na próxima segunda-feira dia 27 de Julho que partimos na viagem-aventura que nos vai levar da Figueira da Foz até à costa alentejana (...e mais além!) via praias montes e ribeiros. Quatro marmanjos, quatro bicicletas e muita bagagem, mas ainda mais vontade de ir e partir e conhecer novas terras gente diferente outra malha, ter mais uma oportunidade para pensar outside the box.
Os preparativos estão no final (Só falta remendar o pneu furado da bicla. Ah, e o Tiago comprar uns alforges :) e o plano está delineado (Vamos para baixo = Sul).
O blog vai ficar inactivo até voltarmos, altura em que retoma a actividade normal com as rúbricas do costume e, claro, o relato da aventura!
Passo a apresentar...
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Os preparativos estão no final (Só falta remendar o pneu furado da bicla. Ah, e o Tiago comprar uns alforges :) e o plano está delineado (Vamos para baixo = Sul).
O blog vai ficar inactivo até voltarmos, altura em que retoma a actividade normal com as rúbricas do costume e, claro, o relato da aventura!
Passo a apresentar...
Na última sexta, face às condições atmosféricas adversas à prática de ficar estendido ao sol feito lagarto, pegámos nas nossas amigas e pusémo-nos a pedalar.
Destino: Praia deserta a norte de Quiaios.
Destino: Praia deserta a norte de Quiaios.
Subindo a Serra da Boa Viagem por um carreiro, suposto "caminho mais fácil para chegar lá acima" (Tiago), talvez seja verdade, não fosse estar entupido de pedras que fazem as articulações ranger quando passamos por cima delas. Já lá em cima decidimos descer por outro carreiro que nos leva a um ponto muito interessante da serra: Cascatas da Boa Viagem! Neste local há também uma geocache. É um sítio de incrível beleza natural, apesar de seca no Verão, o que nos permitiu descer pelo leito do ribeiro com as bicicletas às costas (/flex) e depois continuar o nosso caminho até Quiaios.
Este é o aspecto da cascata durante o Inverno. Não há reportagem fotográfica da descida que fizemos porque... não levei máquina fotográfica. Mas quem foi sabe :PEm Quiaios apanhamos uma estrada pouco visitada e muito esburacada que nos leva para norte, ao longo do mar de pinheiros que é a Mata de Quiaios. Acabámos por ir longe de mais e decidimos voltar para trás, cortando depois à direita numa estrada florestal/cortafogo que nos levaria à praia... depois do que pareceram horas a andar sobre areia com a bicicleta ao lado (trilho amarelo depois da Base Verde).

Chegados à praia, mergulho, descanso, bolachas da Lígia (salvaram-nos a vida) e apreciar o momento! Olhando para baixo ao longo da costa, só muito ao longe se conseguiam avistar pontinhos que, possivelmente, fossem pessoas, de resto, era nossa :) Até tivemos direito a um tronco encalhado para encostar as meninas. Para voltar a Quiaios seguimos pela praia até encontrar uma passadeira que atravessasse as dunas. Até chegarmos a uma tivemos um encontro com o Obikwelu francês, a correr na direcção oposta:
Manel: *aponta ao longo da costa* Figueira da Foz?
Obikwelu: Oui.
Cansados, cheios de areia e fartos de andar com as bicicletas, fizemos o caminho de regresso à Figueira via estrada do Enforca Cães.
Bacanos, um verdadeiro prazer pedalar ao vosso lado.
*tips hat*

Chegados à praia, mergulho, descanso, bolachas da Lígia (salvaram-nos a vida) e apreciar o momento! Olhando para baixo ao longo da costa, só muito ao longe se conseguiam avistar pontinhos que, possivelmente, fossem pessoas, de resto, era nossa :) Até tivemos direito a um tronco encalhado para encostar as meninas. Para voltar a Quiaios seguimos pela praia até encontrar uma passadeira que atravessasse as dunas. Até chegarmos a uma tivemos um encontro com o Obikwelu francês, a correr na direcção oposta:
Manel: *aponta ao longo da costa* Figueira da Foz?
Obikwelu: Oui.
Cansados, cheios de areia e fartos de andar com as bicicletas, fizemos o caminho de regresso à Figueira via estrada do Enforca Cães.
Bacanos, um verdadeiro prazer pedalar ao vosso lado.
*tips hat*
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